Sunday, August 28, 2011
Saturday, August 27, 2011

Deixa passar este lindo pantomimeiro…
Um sem vergonha de gente
Um salafrário manhoso
Abre a bocarra e só mente
Você é um pedinchão
E diz mal do ContnenteMude de teta seu mamão
Sobrinho da prima Insolente
Você é pior “cu” Salazar
Um cacique confrangenteQue tem esse tolo ar
E bafo de aguardente
Você quer ser independente
É tudo fingimentoAssim é infelizmente
Que vos ouvir é tormento
Você está grudado ao poder
Como o António na cadeiraAté quando se irá ver
Que parta bem a “chifreneira”
poeta popular
Friday, August 19, 2011
Ermida de Nossa Senhora da Conceição da Fonte Santa
À água da fonte são atribuídos poderes curativos, pelo que ainda há bem poucos anos era sede de concorrida romaria.
Em determinada data do ano, um grupo de redondenses (só homens) ali se desloca para um dia de "devoção e paródia".
Quer a ermida, quer o espaço envolvente, estão votados ao mais completo abandono.
Os "ex votum" que lhe preenchiam as paredes, em agradecimento de curas milagrosas, terão sido recolhidos, a maior parte, pela paróquia do Alandroal.
Friday, August 05, 2011
Marylin Monroe
Em 5 de Agosto de 1962 morreu uma mulher cuja fragilidade estava bem patente na sua agitada vida como estrela de Hollywood. Dois membros do clã Kennedy, e outros mafiosos, ficaram de mãos sujas com o seu presumido suicídio. Nesse mesmo dia, simultaneamente, nasce o mito chamado Marylin Monroe.
Dos outros quem se lembra?...
Marylin é eterna...
As lágrimas que por ti choro...
aos deuses imploro
que te conservem bela
encantadoramente!
Resta a tão triste o consolo
de saber amar-te: eternamente.
AC
As lágrimas que por ti choro...
aos deuses imploro
que te conservem bela
encantadoramente!
Resta a tão triste o consolo
de saber amar-te: eternamente.
AC
Sunday, July 24, 2011
Amy Winehouse
(1983 - 2011)
Alma…
espécie de ser
meio homem
meio mulher
vida por aluguer
sofrer o que puder
um híbrido rasurado
de membros mutilado
na voz amordaçado
perdido nunca encontrado
virado do avesso
no olhar estremeço
se me vejo não pareço
pedir nunca peço
não estou onde aconteço
minha dualidade
na penumbra
na claridade
na mentira
na verdade
o caminho
na eternidade
AC
Sunday, July 17, 2011
Sunday, July 10, 2011
Trechos de uma BD



Trechos de uma BD...
por JP
Pincéis e Lápis
A pintura…é como a escrita…
… como a poesia:
é preciso ter doçura,
ser profunda, mesmo que estrita,
e leve como a maresia.
Saturday, July 09, 2011
Pela calada da noite...
A propósito da requalificação do castelo de Alandroal, aqui fica um aviso para todos os que entrarem ou permanecerem no local depois do Sol posto. A esses, mais foitos, ainda assim aconselhamos o uso de uma fraldinha de contenção. Vão lá... vão, quem vos avisa vosso amigo é!
A rapaziada andava em alvoroço e desde o começo do tempo quente não se aproximava do castelo da vila. Local de brincadeiras e jogos de guerra inofensivos, com mil recantos para esconderijos, ninguém ousava ir até às suas imediações, quanto mais transpor a bonita porta medieval.
A notícia correra célere: desde que as noites tinham aquecido, um fantasma espreitava, a horas incertas, por entre as ameias da muralha.
Ouvi a fantástica ocorrência com a respiração contida, ao mesmo tempo que um palpitar incomodativo me levou a procurar um banco próximo.
Do jardim da praça enxergava-se grande parte do velho monumento pelo que, instintivamente, me posicionei de modo a evitar a sua visão.
Fora o Tricas que me informara de tudo: «que sim…, que era mesmo verdade…, fora visto duas ou três noites atrás um grande lençol branco esvoaçando tenebrosamente entre dois torreões».
Corria também já de boca em boca que se tratava da alma penada de um castelhano de outros tempos, enforcado por se atrever a roubar um cavalo pela calada da noite.
Impressionou-me o relato do acontecimento mas ainda mais o ar foito com que o Tricas disse de sua justiça: «não é que não acredite em fantasmas... ...e não lhes tenha até algum respeito...» – vi que sondava o castelo com ar enigmático – «...mas tenho cá umas dúvidas para tirar a limpo».
Consegui então encarar o enorme vulto de pedra, ainda há dias sítio de grandes paródias, tomando agora forma monstruosa que parecia pronta a engolir-nos. Ao Tricas nada disse, pois não queria dar parte de fraco.
Era quase noite. Os contornos de minha casa avistavam-se no extremo sul da praça, esbatidos pelos últimos raios de sol. Tomei fôlego para percorrer a calçada em passo acelerado e chegar rapidamente. Quando me senti em segurança contemplei, emboscado numa pequena fresta do postigo, o trecho visível da fortaleza, àquela hora uma massa compacta escura parecendo, por um instante, toda ela envolta em gigantesco lençol branco.
Uma leve pressão no meu ombro direito fez emergir em mim um arrepio enérgico e motivar que fechasse o postigo com violência, o que provocou um desfiar de argumentos acusatórios pelas vidraças que aqui e ali apareciam estilhaçadas. Com a desculpa de uma necessidade imperiosa, que era genuína, subi num ápice a escadaria de mármore e passados uns minutos refugiei-me, apreensivo, no meu quarto de dormir, felizmente com janela para o jardim e pomar que se estendiam nas traseiras da casa. Toda a fachada desta se encontrava escancarada à medonha aparição e o receio de entrar naqueles aposentos passou a ser tanto quanto o desejo de ali fazer base de observação.
Absorto por estes pensamentos, lembrei-me então que tinha deixado o Tricas pregado ao banco do jardim a falar sozinho sobre o terrível assunto que ocupava agora todo o espaço das nossas mentes. Tivesse dito, ao menos, que eram horas de jantar, que não levantaria qualquer suspeita no meu amigo sobre o débil estado de espírito que a conversa do fantasma suscitara em mim. Nestas conjecturas passei o serão sentado a um canto da grande chaminé da cozinha, agora sem a chama habitual dos dias frios, na companhia da velha cozinheira que dormitava.
Fui quase empurrado para a cama, pois no dia seguinte tinha aulas.
Deitado, provavelmente, era eu que tinha aspecto fantasmagórico, de tal modo estava coberto pelo lençol. Como era de esperar tive grande dificuldade em adormecer, não encontrando posição que me acalmasse, entre as mil e uma que experimentei. Ainda ouvi as três horas da manhã e o piar arrepiante da coruja branca fez-me dar, involuntariamente, um salto que despertou um sono quase estabelecido. Mesmo debaixo dos lençóis vislumbrei a “alma do outro mundo” deslizando com agilidade entre ameias e torreões. Depois adormeci morto de cansaço por um final de dia tão próximo do “fantástico”.
Manhã cedo acordei com pressa, pouco usual em mim, de ir para a escola. Uma caneca de leite foi bebida de um só gole e a metade de um papo-seco voou para cima da velha palmeira do quintal, pondo a passarada numa algazarra delirante. A sessão de avisos e recomendações diárias também ficou a meio: –vai direitinho à escola, não te quero com o Tricas que não é boa companhia, se vais para o moinho de vento levas uma sova...
Larguei porta fora em passo de corrida, escapulindo-me furtivamente das redondezas do castelo.
O meu amigo Tricas todos os dias me esperava no cimo da ladeira da escola e logo aí traçávamos o nosso destino para depois da saída das aulas. Nessa manhã lá estava ele, encostado à parede do armazém de ferragens, com o sorriso que punha invariavelmente nos lábios quando tinha segredos que partilhava após negociata favorável. Quando lhe disse bom dia foi direito ao assunto, sem tentativa de extorsão inofensiva do que quer que fosse – trocava sítios de ninhos e de outra bicharada, por rebuçados, bombons ou, raramente, uma moeda de cinco tostões.
«Ontem deixaste-me a falar com o banco do jardim...» – adiantou – «...quando te ia desafiar para irmos ao castelo... ...tentar ver o fantasma» – ao ouvir a palavra fantasma senti as pernas tremerem como no dia anterior. «Pois fica sabendo que fui mesmo sem a tua companhia... ...sozinhito...» – deu ênfase à palavra – «...tirar a prova dos nove ao “medo” que anda a dar cabo das nossas brincadeiras».
«Ali não há fantasma nenhum...» – ficou com a voz suspensa por um instante – depois concluiu: – «...já sei quem se entretém a estragar-nos as noites!».
«Hoje, quando aparecer a Lua podemos ver como se fosse dia... ...se não tiveres cagunfa» – o Tricas olhou para a mim com um sorriso provocador – «vou contigo para que acredites que falo verdade».
Passei esse dia na escola com grande dificuldade em prestar atenção às lições, apesar das ameaças do ponteiro então muito usado para manter a ordem na sala – hoje, felizmente, método impensável – e à quinta vez que o excesso de produção de adrenalina me obrigou a pedir para ir à casa de banho, fui colocado de castigo na parede do fundo até tocar para a saída – ainda recordo o enorme esforço que fiz para não urinar pelas pernas abaixo. Aproveitei o tempo para engendrar o processo de me raspar de casa à noite e ir ao castelo com o Tricas. Se pedisse para sair depois do jantar seria posto imediatamente a ferros no quarto, castigo que poderia alargar-se a não ver televisão durante o fim-de-semana; se recusasse o desafio do Tricas jamais seria capaz de olhar de frente a cara do meu amigo. Optei por não regressar a casa e fosse o que Deus quisesse.
Ao lusco-fusco segui os passos do Tricas com precisão, sempre colado a ele, e embrenhámo-nos no reino do imaginário. Tinha sido prevenido que convinha andarmos sempre arrimados à parede da muralha para que o luar não denunciasse a nossa presença. Era evidente o enorme esforço que fazia para conseguir movimentar-me – as pernas, a pouco e pouco, mais pareciam pesados madeiros. Apesar da frescura da aragem nocturna o suor brotava por tudo quanto era poro e o coração batia a um ritmo alucinante. O Tricas levava amiudadas vezes o dedo ao nariz, sinal para que fizesse o menos ruído possível e com gestos discretos mandava-me avançar ou deter conforme as suas desconfianças. A coruja branca piou do alto de uma torre próxima, fazendo um eco assustador e lançou-se a voar mesmo por cima das nossas cabeças com um bater de asas calafriante. Tive que agarrar a camisola do meu companheiro com unhas e dentes para não me estatelar com o susto. Por fim o Tricas segredou que estávamos no nosso posto de vigilância, nem mais nem menos que o grande torreão com dois salientes ganchos talhados em mármore, onde antigamente penduravam toda a espécie de malfeitores. O meu espírito não conseguia sossegar, porque de imediato pensei no fantasma do castelhano, ladrão de cavalos, que ali tinha sido pendurado há muitos anos. Investiguei entre duas ameias se havia gente nas imediações do castelo, esperança de algum socorro se fosse necessário. Vi a frontaria de minha casa e adivinhei o que me iria acontecer quando chegasse muito depois da hora do jantar.
Subitamente uma mão do Tricas colou-se à minha boca, ao mesmo tempo que a outra me sustinha pelo braço esquerdo, interrompendo a minha divagação. Logo fez sinal na direcção do torreão que se erguia à nossa direita, a uma distância de cinquenta passos. Senti o bafo quente da sua respiração enquanto me cochichava para dentro do ouvido: «são dois... ...estão dentro do torreão... ...subiram pelas escadas da torre do relógio quando espiolhavas lá para baixo».
O Tricas deve ter pressentido que eu estava à beira de desfalecer porque as minhas pernas começaram a fraquejar. Apressou-se a dizer: «não tenhas medo que não são fantasmas...» – e repetiu – «...juro-te que não são fantasmas... ...são pessoas de carne e osso como nós... ...assim eu não me chame Tricas».
Meti ar nos pulmões, recuperei ânimo e continuámos os dois escondidos, aguardando o que se iria passar.
O tempo parecia estar suspenso – certamente uns minutos bem esticados – mas depois a Lua cheia permitiu-nos ver um vulto de homem e outro de mulher que no cimo das escadas da torre do relógio davam um prolongado beijo de namorados.
Ao fixar o rosto do Tricas apercebi-me que tinha um sorriso velhaco de orelha a orelha quando me perguntou: «sabias que os fantasmas também dão beijos?».
Pudemos vê-los desaparecer na penumbra de uma arcada do terreiro medieval.
Voltei a encher o peito de ar, desta vez ufano por ter acompanhado o Tricas naquela odisseia nocturna. Disse mesmo ao meu amigo: –não vou esquecer o que vi esta noite…, aconteça o que acontecer quando chegar a casa.
Dito isto, eis que nos preparávamos para abandonar a torre da forca, como era conhecida: simultaneamente sentimos um frio gélido percorrer-nos o corpo, ao mesmo tempo que um som pavoroso de relinchar e trotear, vindo do lado dos ganchos dos condenados, nos fazia vibrar os tímpanos e olhar naquela direcção.
Aterrorizados…, sem nada dizer um ao outro…, o que vimos a seguir desencadeou precipitada fuga, seguramente mais rápida que o voo da coruja branca.
Ainda hoje recordo com incómodo aquela aparição – uma silhueta humana…, mais brilhante que a claridade do astro…, permanecia pendurada num dos ganchos de mármore da secular torre dos enforcados.
AC
Saturday, June 25, 2011
( desenhos de João Paulo)
2ª EDIÇÃO «POR TERRAS DO ENDOVÉLICO»
a decorrer em Alandroal, entre 25 de Junho e 3 de Julho 2011
Thursday, June 23, 2011
Supernova
Quando nasce um poeta
no firmamento aparece
uma estrela, ou um cometa,
que brilha e nos aquece.
Seus poemas são canções
de embalar o Universo,
e deixa nos corações
essa luz, num simples verso.
AC
Saturday, May 07, 2011
A luz que trago ao dia
a procuro noite fora;
é a escuridão que me guia
até ao "outro", sem demora.
AC
Thursday, April 21, 2011
Água mole em pedra dura
É uma antiga extracção de granito, algures nos arredores da cidade; nas cavidades, já perfeitamente delineadas, eram colocados entalhes de madeira, depois preenchidos com água; na foto inferior é perceptível um corte anterior na rocha, e in loco observam-se os veios onde madeira e água trabalharam.
Um exemplo de perseverança e determinação que tanto faltam por estes dias...
Wednesday, April 20, 2011
Fonte da Ajuda,
de água tão fresquinha,
um outro predicado conjuga
pla água ser tão clarinha!
É fonte bem bonita,
com dois arcos enfrentados,
ainda hoje tem a dita
de refrescar os namorados.
AC
Chamo-lhe Fonte da Ajuda porque se encontra numa quinta com o mesmo nome. A estrutura propriamente dita, com pequena arcaria ao estilo neogótico, é precedida de um pequeno átrio com bancada lateral, para repouso e refresco dos sequiosos.
Monday, April 04, 2011
Marcus Anabasius* Miscix**
Andou o “pobre” do Marcus
oito anos na instrução;
com esforços em nada parcos
fez: 30 cadeiras e 1 cadeirão!
Pois surgiu oportunidade:
o amigo em estado de secretário,
e colega de facilidade,
lhe prometeu um numerário.
Muito obrigado Paulinho
esse lugar na Administração
dos CTT: tratarei com jeitinho
por “modesta” remuneração!
Tenho curriculum “bolonhado”,
que muito queimei as pestanas
até ficar transtornado
por de trás das persianas.
O canudo, dou de barato,
para que serve no Correio?
Para carimbar qualquer chato
e uns selos de permeio!
O rapaz é fotogénico,
tem um sorriso baril:
pela pose de halogénico
abotoa-se com 257 mil!
poeta popular
*Anabasius=correio
**Miscix=trapalhão
Saturday, March 19, 2011
"Felizmente há luar..."
...outro igual só em 2029. Hoje é Lua cheia e a nossa companheira astral está no ponto da sua órbita mais próximo da Terra (perigeu)... Felizmente temos direito a um luar intenso e Nobre..., embora seja Março!
Thursday, March 17, 2011
"Um encontro inesperado..."
Saturday, March 12, 2011
Pêésse no cavaquistão
Indo eu…, indo eu… a caminho de Viseu
Estava o “nosso tribuno” (deles)
apresentando uma moção:
de como seria oportuno
transformar um cagalhão
em algo menos taciturno!
Aplaudiam os “vitalinos”
satisfeitos e honrados,
cantando louvores e hinos,
em coro, mui desafinados,
pelos próprios intestinos…
Chorava sua Excelência,
tão comovido que estava,
por lhe botarem jurisprudência
sobre assunto que empestava
a moção da sapiência! (pestilência)
Eis que entra em cena
a geração dos “enrascados”.
Sua Excelência, qual hiena,
uma risada vira numa cantilena:
nós do Pêésse estamos instalados!
Que divertido… …é o Carnaval!
Estão dez bem mascarados
de "meninos ressabiados"…
E se não se portarem mal
serão nossos convidados (dos “vitalinos”)!
A tropa do Pêésse investiu: (todos do FCP)
“fora… fora… carago… foda-se…
vão prá puta que os pariu…
Chega-se aqui e rouba-se
a atenção ao nosso piupiu”!
O jantar será servido
com a ementa que se segue:
cacete de Viseu endurecido,
molho de vinagrete que chegue
e trombil à chef guarnecido…
…por não pagarem o contributo
para assistir à encenação,
de converter pão e conduto
em sorridente cagalhão.
Assim reza a dita moção!
poeta popular
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